São Paulo, 19 de outubro de 2018

Uma eleição reduzida aos radicalismos

Em uma conversa que tive com a vereadora Soninha Francine em uma transmissão feita em minha página no Facebook, ela disse uma frase sobre a disputa eleitoral deste ano que define exatamente o que penso: “as eleições são mais decididas na base da aversão do que da identidade”.

Não é segredo para ninguém que no primeiro turno do pleito apoiei para a Presidência da República o candidato Alvaro Dias. Fora ele, outros doze candidatos estavam na disputa. Apesar disso, vejo que grande parte das pessoas resolveram seus votos na base da rejeição, como se não houvesse alternativa.

Assim, a corrida pelo cargo mais importante do país foi reduzida aos que odeiam o PT e querem vê-lo fora do poder e os que dão a ele total credibilidade.

Passado o primeiro turno, vejo que cada vez mais os dois lados reforçarem a imagem do líder máximo inabalável. Algo como a encarnação do indivíduo que tem o poder e o conhecimento para resolver todos os problemas do país.

Vivo no meio político desde criança – graças a meu pai, Mario Covas, que disputou sua primeira eleição quando eu tinha apenas 2 anos – e entre meus aprendizados está o fato de que quem preza a democracia, preza também a participação popular. Por isso, entregar nas mãos de uma pessoa, por melhor que seja ela, o destino do país e acreditar que ela terá a solução para todas as inúmeras questões que o pautam todos os dias é um equívoco.

É só ver o poder da população, que quando organizada promove transformações fantásticas na sociedade. Por ora, tenho a impressão que o Brasil decidiu abdicar de seu poder e investir na briga de dois pretensos salvadores da pátria.

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