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Em entrevista, vereador destaca trabalhos da Comissão Municipal da Verdade

Mario Covas Neto participou nesta segunda-feira, 31, do Jornal da Record News, apresentado por Heródoto Barbeiro.

O vereador foi convidado para falar a respeito da Comissão da Verdade Vladimir Herzog, na qual é relator na Câmara Municipal. A data coincidiu com os 50 anos do golpe militar de 1964.

Covas afirmou que o colegiado não busca ouvir apenas as pessoas perseguidas pela ditadura. Segundo ele, a intenção é clarear os acontecimentos do país na época, uma vez que a censura à imprensa e falta de liberdade de expressão não permitia aos cidadãos ter acesso às informações. E sublinhou: “não há na comissão um viés ideológico a fim de apontar quem é mocinho e quem é bandido”.

Entre outras contribuições da comissão municipal está a restituição de mandatos de vereadores cassados desde a década de 1930 por motivação política e o relatório JK, no qual foram listados cem indícios que apontam para um atentado bem sucedido ao ex-presidente Juscelino Kubitschek.

Ao contrário da Comissão Nacional da Verdade, que tem o poder de convocar pessoas a prestar depoimentos, a municipal pode apenas convidá-las.

“Golpe dentro do golpe”

Sobre o golpe militar, Mario Covas Neto lembrou que seu pai, Mario Covas, ex-governador de São Paulo, antes de ser cassado no AI-5, era líder de oposição e o apartamento no qual viviam em Brasília “parecia uma embaixada”, tamanha era a quantidade de estudantes que lá se refugiavam da polícia.

Na opinião do vereador, o golpe militar teve duas fases distintas, tendo a de 1964 contado com certo apoio popular. “Claro que sempre houve o cerceamento à liberdade de imprensa e uma briga ideológica, mas a partir de 1969, as forças mais reacionárias passaram a prevalecer, assim como a violência. Me soou como um ‘golpe dentro do golpe’”, diz.

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