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Delegado que atuou no DOI-Codi não fala à Comissão da Verdade

A Comissão da Verdade Vladimir Herzog da Câmara Municipal recebeu nesta terça-feira, 25, as presas políticas Rita Sipahi e Lenira Machado. Ambas permaneceram presas no DOI-Codi, em São Paulo, na época da ditadura militar. Também foram torturadas por Dirceu Gravina, então conhecido como JC (iniciais de “Jesus Cristo”, como era chamado).

“A tortura era feita ao som de música clássica”, lembrou Lenira, hoje com 71 anos, mas ainda com sequelas da violência sofrida. “Até 1985 tinha muita dor constante pelo corpo, mas com os tratamentos elas praticamente sumiram. Dependendo de como eu ande, ainda sinto”.

Rita afirmou ter sido recebida por Gravina na sua chegada ao DOI-Codi. “Ele gritava, me xingava e eu insistia que não era da organização da qual ele me acusava pertencer”.

Convidado a dar seu depoimento, o delegado veio até a Câmara Municipal, mas ao se deparar com a imprensa que fazia a cobertura da reunião do colegiado, desistiu de falar. A Comissão da Verdade anunciou que pedirá ao governo do estado o afastamento do delegado da Polícia Civil em Presidente Prudente.

“Não queremos apontar o dedo para ninguém. Queremos, sim, resgatar a história”, disse Mario Covas Neto, relator do colegiado.

Função

A Comissão da Verdade Vladimir Herzog que como objetivo investigar violações de direitos humanos – tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres ocorridos na cidade de São Paulo durante a Ditadura Militar. Além de Covas, fazem parte do colegiado os vereadores Gilberto Natalini (PV), responsável pela presidência, Juliana Cardoso (PT), Ricardo Young (PPS), José Police Neto (PSD), Laércio Benko (PHS) e Rubens Calvo (PMDB).

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