São Paulo, 3 de novembro de 2015

Covas avalia prefeito no ‘Gente que Fala’

Tucano também comentou sobre trabalho da Comissão da Verdade Vladimir Herzog

A alta rejeição ao prefeito Fernando Haddad foi um dos temas debatidos no programa Gente que Fala, da AllTV, nesta terça-feira, 3. A atração, apresentada pelo jornalista Zancopé Simões, teve entre seus convidados o vereador Mario Covas Neto.

Segundo levantamento do instituto Datafolha, a um ano das eleições, o prefeito teve sua mais alta taxa de rejeição – 49% da população consideram sua gestão ruim ou péssima – desde o início de seu mandato.

Na opinião de Covas, o resultado é ‘até bom’ para Haddad. “As pessoas que o aprovaram o distanciaram da bandalheira na qual o PT está envolvido em Brasília”, afirma, referindo-se às investigações de diversos membros do partido nas operações Lava Jato.

Sobre o desempenho do prefeito, o tucano afirma que apesar de ser um gestor com ideias modernas, entre elas o fechamento da avenida Paulista aos domingos, nas funções ‘básicas’ ele deixa a desejar. “Não há zeladoria na cidade. Nem um centavo do orçamento municipal foi aplicado no conserto de calçadas, as ruas estão cheias de buracos e são frequentes problemas com árvores caídas”.

Dependentes químicos
Outra iniciativa da prefeitura, o programa De Braços Abertos, criado com a finalidade de combater o crack na região da Luz, também foi analisada.

Nele, os dependentes químicos trabalham como varredores de rua e recebem uma ajuda de custo semanal, além de habitação em hotéis conveniados com a administração municipal.

O problema, sublinha Mario Covas Neto, é a falta de contrapartida por parte dos beneficiados. “A pessoa recebe o auxílio pelo serviço prestado, mas não há qualquer tentativa desta de se livrar do vício. Pelo contrário, o dinheiro ofertado ajuda a financiar o tráfico, pois o preço da droga sobe nos dias de pagamento”.

Comissão da Verdade Vladimir Herzog
Em um rápido balanço sobre sua participação na Comissão da Verdade Vladimir Herzog da Câmara Municipal, Covas destacou como ponto alto dela a investigação sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek. “A partir de entrevistas com pessoas envolvidas diretamente no caso, elencamos 114 motivos que demonstram um atentado contra JK, e não um acidente de carro, como sustenta a versão mais popular”.

Na semana passada foi lançado o relatório final dos trabalhos da comissão. O material está disponível para download gratuito no site da Câmara Municipal pelo endereço www.camara.sp.gov.br/livrocomissaodaverdade

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